quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carro velho, garantia???

                                                                                    Imagem de: blogmaneiro

Se tens dúvida como funciona a legislação da compra de um carro usado, sugiro que consulte a "DECO".

Com um contrato informal é fácil vender um carro usado. Mas o comprador tem de registá-lo numa conservatória do registo automóvel ou através da loja do cidadão, no prazo de 60 dias. O impresso pode ser preenchido pela Net, no sítio da Direcção-Geral dos Registos e Notariado ou no novo portal automóvel do Governo. Se não fizer o registo a tempo, o automóvel pode ser apreendido.

O vendedor também deve confirmar se o registo do carro usado foi feito, para não receber multas de infracções cometidas pelo novo proprietário. Se tal acontecer, peça a apreensão do automóvel à Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária.
Dois anos de garantia.

Nos carros novos, a garantia mínima é de 2 anos após a compra. Qualquer defeito que não resulte da má utilização ou de um desgaste natural das peças tem de ser corrigido pelo stande. Algumas marcas alargam-na, mas excluem equipamentos da garantia que excede os 2 anos legais. Muitos standes impõem restrições quilométricas ou um máximo de reparações.

Num carro usado, a garantia também é de 2 anos, excepto se o negócio for entre particulares. Se quiserem vender-lhe uma durante aquele período, não aceite, já que o stande é responsável por qualquer avaria. A garantia de 2 anos pode, no entanto, ser reduzida para 1 ano, se o stande e o consumidor assim acordarem.


Um aparte:
Na verdade, eu encontro muitos carros na beira de estrada a venda por preços irrisórios que são vendidos por pessoas de "ETNIAS" sem qualquer garantia.

Muitas dessas pessoas entregam seu velho carro a um desses senhores e valores que oscilam entre os 600,00 a 1.000,00 euros e em troca recebem carros de diversas marcas com bom aspecto.

Estes senhores não declaram seus rendimentos, pois esta forma de ganhar mais algum é nada mais que um comércio paralelo.
Mas, a verdadeira natureza desses carros provém de "STANDS", que passam os problemas para os nossos amigos desfavorecidos, pois eles (stands) sabem que assim livram-se das responsabilidades e não têm que se preocupar com as garantias.

Quanto ao vendedor, no caso o nosso amigo desfavorecido socialmente, poucas pessoas têm a coragem de reclamar pois sabem que este tipo de reclamação não têm qualquer efeito prático e se pensar em reclamar com as autoridades, nada é apurado.


Eles são apenas intermediários entre o antigo dono até o actual, existindo ainda pelo meio um "STAND".
Quanto a ficalização: Não fiscaliza essas pessoas e nem o comércio paralelo que exercem nas localidades e nas feiras.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CRÍTICA NA ALDEIA: Vai ser mais fácil despejar os inquilinos

CRÍTICA NA ALDEIA: Vai ser mais fácil despejar os inquilinos: "'Queremos reduzir substancialmente este prazo. Não é aceitável num país que quer que o mercado funcione', disse Vieira da Silva no final da ..."

domingo, 7 de novembro de 2010

CRÍTICA NA ALDEIA: Sacrifícios, de quem?

CRÍTICA NA ALDEIA: Sacrifícios, de quem?: "Recebi hoje este mail e me foi pedido para reencaminhar, neste momento deve ter atingido algumas milhares de pessoas, desde a sua publicação..."

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Geração rasca versus velhos preconceituosos

Imagem original: porqueosestagiosparecemalgocomplicado
sexo poder fé e religião


A geração “RASCA”.

Geração Rasca...

Decorria o ano de 1994 quando Vicente Jorge Silva, director do Jornal Publico, se referiu aos jovens como "a geração rasca" num célebre editorial. A designação logo ganhou uma exponencial projecção dentro dos seus congéneres e tornou-se moda entre a classe política. Os media tornaram a expressão num rótulo para sempre associado a nós jovens. (este trecho foi tirado do blog http://libelinha77.spaces.live.com)

As pessoas ainda hoje se perguntam quem foi que criou a designação “geração rasca”. Na altura esta frase foi muito ofensiva e polémica.

Durante muito tempo, esta definição ecoou nas bocas de pessoas mais velhas, estas pessoas de idade usaram e abusaram da palavra “RASCA”, esquecendo que elas eram pais e avós e que muitos desses ditos “RASCAS” poderiam à vir a ser um de seus familiares.

O que acontece na maioria das vezes, é que as pessoas mais velhas não se aperceberam do impacto que teve as revoluções em Portugal e no Mundo. Os jovens seguiram os passos de seus pais que modificaram suas formas de viver, com o pós 25 de Abril as mentalidades mudaram muito rapidamente e deram uma outra perspectiva da palavra liberdade.

A revolução pós uma ditadura foi de extremos e as pessoas começaram a se aperceber de como era a vida fora de Portugal e acabaram por importar uma moda oposta a conservadora e comportamentos mais rebeldes, típico das bandas de rock, do cinema americano e a própria moda em todos os seus patamares e estilos. Surgiram assim outras maneiras de estar na vida, cabelos, roupas, mais diversões nocturnas e acima de tudo, o consumo assumido de tabaco pelas mulheres, saias curtas, roupas provocantes menos censura e mais liberdade de expressão. Tendências estas, que nunca foram bem vistas pelos conservadores.

Agora esta nova sociedade de informação, são cidadãos do Mundo e têm possibilidade e liberdade de escolher os seus gostos e o seu caminho e ainda o seu futuro. Situações que foram negadas aos seus país e avós.

Perdeu-se muitos valores e tradições, perdeu-se as refeições em família e o respeito pelos mais velhos, perdeu-se à capacidade de gerir uma casa, fazer comidas variadas, costurar, passar à ferro, reparar, pintar, bordar, poupar na água, luz e gás e principalmente gerir o dinheiro.

Infelizmente para os mais velhos, muitos deles já não serão avós, ou não terão um filho ou neto “MACHO” ou uma filha que fará o papel de mulher e mãe, ou não se casarão na igreja, ou não seguirão à escolha profissional ou o sonho que os pais tinham para eles. São muitos os “OUS”, que encontramos pelo caminho, mas a verdade é que esta geração assumiu uma posição na vida, independente da igreja e da vontade da família, esta geração em proporção têm acesso a todos os conhecimentos sobre tudo e podem ser aquilo que eles quiserem ser.

A sua forma de estar, os seus gostos, a irreverência, as tatuagens e os piercings, as suas roupas não definem o que eles são e nem as capacidades e competências de cada um e se estiverem maus na sociedade em que vivem e se não têm valores. Isso quer dizer que a educação e a formação familiar falharam, pois os valores morais são algo que vem de berço.

Quando vejo pessoas mais velhas à rotularem os mais novos com palavras ofensivas sobre a forma de estar, apercebo-me logo de preconceitos e falta de cultura dos mesmos e muitas das vezes sinto neles uma certa inveja pela liberdade e facilidade com quê esta geração enfrentam a vida, assumindo muitas das vezes posições difíceis como a homossexualidade. Pois eles sabem que não são as suas escolhas e preferências que os limitam como profissionais mas sim o preconceito com quê são vistos pela sociedade, principalmente pelos mais velhos.