Este blog faz referência as pessoas, que têm o hábito de se pendurar nas outras, e suas consequências.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Geração rasca versus velhos preconceituosos
Imagem original: porqueosestagiosparecemalgocomplicado

A geração “RASCA”.
Geração Rasca...
Decorria o ano de 1994 quando Vicente Jorge Silva, director do Jornal Publico, se referiu aos jovens como "a geração rasca" num célebre editorial. A designação logo ganhou uma exponencial projecção dentro dos seus congéneres e tornou-se moda entre a classe política. Os media tornaram a expressão num rótulo para sempre associado a nós jovens. (este trecho foi tirado do blog http://libelinha77.spaces.live.com)
As pessoas ainda hoje se perguntam quem foi que criou a designação “geração rasca”. Na altura esta frase foi muito ofensiva e polémica.
Durante muito tempo, esta definição ecoou nas bocas de pessoas mais velhas, estas pessoas de idade usaram e abusaram da palavra “RASCA”, esquecendo que elas eram pais e avós e que muitos desses ditos “RASCAS” poderiam à vir a ser um de seus familiares.
O que acontece na maioria das vezes, é que as pessoas mais velhas não se aperceberam do impacto que teve as revoluções em Portugal e no Mundo. Os jovens seguiram os passos de seus pais que modificaram suas formas de viver, com o pós 25 de Abril as mentalidades mudaram muito rapidamente e deram uma outra perspectiva da palavra liberdade.
A revolução pós uma ditadura foi de extremos e as pessoas começaram a se aperceber de como era a vida fora de Portugal e acabaram por importar uma moda oposta a conservadora e comportamentos mais rebeldes, típico das bandas de rock, do cinema americano e a própria moda em todos os seus patamares e estilos. Surgiram assim outras maneiras de estar na vida, cabelos, roupas, mais diversões nocturnas e acima de tudo, o consumo assumido de tabaco pelas mulheres, saias curtas, roupas provocantes menos censura e mais liberdade de expressão. Tendências estas, que nunca foram bem vistas pelos conservadores.
Agora esta nova sociedade de informação, são cidadãos do Mundo e têm possibilidade e liberdade de escolher os seus gostos e o seu caminho e ainda o seu futuro. Situações que foram negadas aos seus país e avós.
Perdeu-se muitos valores e tradições, perdeu-se as refeições em família e o respeito pelos mais velhos, perdeu-se à capacidade de gerir uma casa, fazer comidas variadas, costurar, passar à ferro, reparar, pintar, bordar, poupar na água, luz e gás e principalmente gerir o dinheiro.
Infelizmente para os mais velhos, muitos deles já não serão avós, ou não terão um filho ou neto “MACHO” ou uma filha que fará o papel de mulher e mãe, ou não se casarão na igreja, ou não seguirão à escolha profissional ou o sonho que os pais tinham para eles. São muitos os “OUS”, que encontramos pelo caminho, mas a verdade é que esta geração assumiu uma posição na vida, independente da igreja e da vontade da família, esta geração em proporção têm acesso a todos os conhecimentos sobre tudo e podem ser aquilo que eles quiserem ser.
A sua forma de estar, os seus gostos, a irreverência, as tatuagens e os piercings, as suas roupas não definem o que eles são e nem as capacidades e competências de cada um e se estiverem maus na sociedade em que vivem e se não têm valores. Isso quer dizer que a educação e a formação familiar falharam, pois os valores morais são algo que vem de berço.
Quando vejo pessoas mais velhas à rotularem os mais novos com palavras ofensivas sobre a forma de estar, apercebo-me logo de preconceitos e falta de cultura dos mesmos e muitas das vezes sinto neles uma certa inveja pela liberdade e facilidade com quê esta geração enfrentam a vida, assumindo muitas das vezes posições difíceis como a homossexualidade. Pois eles sabem que não são as suas escolhas e preferências que os limitam como profissionais mas sim o preconceito com quê são vistos pela sociedade, principalmente pelos mais velhos.
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